Garota Dinamarquesa




Sobre quando conheci a Garota Dinamarquesa…

Eu, definitivamente, não poderia deixar de dedicar um espaço no blog para aquela a quem tenho dedicado grande parte dos meus estudos, Lili Elbe. Lili, a quem fui apresentado através da obra e da bela escrita do querido amigo David Ebershoff, tem uma história que despertou em mim a coragem e a vontade de mergulhar em um tema tão polêmico e ao mesmo tempo fascinante – a questão do gênero e da sexualidade.

Foram e ainda são muitos os desafios ao escrever e falar sobre o assunto, afinal um menino de quinze anos, aparentemente homem escrevendo e falando sobre trans pode parecer muitas coisas e despertar inúmeras interpretações.

O receio da falha, do erro, de ser óbvio ou cair no senso comum sempre foram presentes… Mas a vontade e a curiosidade sobre o assunto são maiores e confesso que foi Lili que despertou isso em mim. Os elementos de sua história, seus enfrentamentos, os desafios na Dinamarca dos anos 1920/1930, o casamento com a Gerda, tudo isso fez com que eu buscasse entender o que Lili representava para mim e o que poderia representar aos meus estudos.

Até aqui, Lili me ensinou muito sobre coragem. Coragem para enfrentar os desafios para ser o que quiser ser (o que for possível ser), para falar sobre o que me causa encantamento… ainda que para isso tenha que buscar e muito, o entendimento.
Coragem e identidade! Lili Elbe, um símbolo do movimento trans, continua viva inspirando histórias e lembrando-nos que é preciso resistir para existir e para sermos “livres” todos os dias.