Gays efeminados relatam rotina de discriminação e contam como se fortaleceram




A discussão é necessária! Li esse texto há alguns dias, no site O Globo, que me me fez refletir muito sobre os desafios e riscos vividos por gays efeminados. O Brasil lidera o ranking de violência conta a população LGBT, é o país que mais mata no mundo! Ainda assim, grupos como trans, travestis e gays efeminados sofrem ainda mais.

Os relatos são incríveis e provocam a reflexão em relação ao que vivemos ou podemos viver em uma sociedade tão marcada pela heteronormatividade. Coloquei aqui alguns trechos, mas vale a leitura da matéria do jornalista Eduardo Vanini na íntegra, o link está no final do texto.

“Ao mudar de escola, quando ingressou na quinta série do ensino fundamental, o produtor de moda e relações-públicas Daniel Kalleb decidiu ficar quietinho em sala de aula “para ninguém zoar”, prevendo o bullying que iria sofrer. Não adiantou. “A primeira pessoa a esbarrar comigo já me chamou de veado. Foi quando entendi ser efeminado”, recorda-se o rapaz, sobre algo que escutaria pelo resto da vida, na forma de julgamento.

Mesmo diante dos avanços sociais e da presença de ícones LGBTs no mundo pop, “botar a cara no sol” costuma ser mais difícil e implica em riscos para gays efeminados. Junto às transexuais, eles estão entre os principais alvos do preconceito, ao assimilarem em seus comportamentos justamente o que é subjugado pela sociedade patriarcal: o feminino. Hoje, aos 25 anos, Kalleb exibe, com orgulho, toda a sua “cremosidade”, gíria para a adoção, por homens gays, de gestos e expressões considerados femininos. Mas quem o vê desfilando looks “bafônicos” pela noite carioca, talvez não imagine que, às vezes, ele se troca em apartamentos de amigos para transitar com segurança pela cidade. “Uma vez, o motorista de um carro parou na rua e me mandou entrar. Ao ver que era um bêbado tentando me assustar, precisei correr até em casa”, conta o jovem, morador de Bangu”.

O designer Igor Canto, de 27 anos, viveu em Nova Friburgo o que chama de “infância de criança veada de interior”. Roubava os CDs das Spice Girls da irmã para dançar escondido, escolhia personagens femininas nos jogos de videogame, quando não tinha ninguém olhando, e sofria bullying na escola. Recentemente, deu vazão a essas memórias ao criar, no Instagram, o perfil @coisasdeviados. Por lá, compartilha vídeos de pessoas que narram memórias comuns a tantos gays efeminados. “Quando fomos crianças para quem as pessoas apontavam o dedo, nos chamando de veado e provocando o medo de ser quem somos, viramos adultos com um pensamento um pouco frustrado. A página surgiu para nos libertar dessas amarras”, diz ele. “Há relatos de pessoas que não conseguiam comprar uma bola rosa por causa da repressão familiar.”

Para ler o texto na íntegra, acesse: https://oglobo.globo.com/ela/gays-efeminados-relatam-rotina-de-discriminacao-contam-como-se-fortaleceram-24067503?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O+Globo&fbclid=IwAR3VNAMFDZTGA_iGAgbq9Ux7F3pOeyicMihre2Qj9aEtSjAcbj6NrvjM8Jc
* Matéria publicada no site O Globo



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