Relatos das/os professoras/es



Marcelo

 

 “Eu tento explicar que esse sentimento pelo mesmo sexo é normal, porém cito a importância do uso de preservativos para evitar DST”.

(Marcelo, 28 anos, escola privada)

Cleiton

“Gênero e sexualidade só aparecem nas aulas, quando coloco o tema em discussão, ou então em datas específicas como no Dia da Mulher”

                                                                                                  (Cleiton, 38 anos, escola pública)

Mari

 

“Que eu me lembre, temas como gênero e sexualidade só aparecem em reuniões da semana pedagógica. Sempre procuro entender o lado dos estudantes, ouvi-los, mas esses temas mesmo, só fora da sala de aula”.

(Mari, 34 anos, escola privada)

Douglas

“Essa temática aparece rotineiramente, mas não nos conteúdos e sim, por meio de bullying, manifestações de preconceito, conversas com os alunos em sala. As questões de gênero e sexualidade são trabalhadas de maneira informal, durante momentos de conversa em sala de aula com exibição de vídeos e discussões. Dessa forma, trabalho o respeito entre as pessoas independente de suas diferenças”.

(Douglas, 35 anos, escola púbica)

Vanda

“Como professora acredito que meu papel é sempre de mediar os conflitos. Para tanto, busco ouvir meus alun@s, isso permite identificar seus anseios, conflitos (pessoais ou com o grupo). A partir disso interferir de modo positivo, seja em uma conversa reservada ou discussões no grupo. Ressalto que o positivo é entender o outro, se o entendimento não for possível, o respeito obrigatoriamente tem que ser garantido”.

                                                                                         (Vanda, 46 anos, escola pública)

Marcos

“De maneira específica, trabalho o tema em sala de aula no 3º ano do Ensino Médio, falando sobre conceitos de gênero e sexualidade, exclusão e violência vivida pela população LGBTQ+. De maneira indireta, conforme as demandas dos dia a dia, converso sobre as mesmas questões com os alunos, que às vezes me procuram para reclamar sobre preconceito que sofrem de outros professores, da família, que em muitos casos são cristãos fundamentalistas. Na escola, a heterossexualidade é a norma, e muito alunos são homofóbicos, sendo comum xingamentos como boiola ou viadinho. Tento intervir, educando e alertando para os problemas relacionados à essas atitudes”.

(Marcos, 25 anos, escola pública)

Adriano

 “Houve uma tentativa de conversa na sala dos professores. Na ocasião me manifestei dizendo que precisávamos acolher os jovens de novas turmas que estavam ‘confusos’, devido à sexualidade e as expectativas da família, escola e sociedade. Aleguei que tinha relatos de jovens que estavam sofrendo perseguição de colegas e professores, e indaguei um colega, se ele já tinha vivenciado algo desse tipo. Após minha pergunta, a resposta foi: ‘Sai fora, não fico prestando atenção em viado’”.

(Adriano, 33 anos, escola particular)

Ana

“Me sinto muito despreparada. Pelos motivos de que cada questão que envolve gênero e sexualidade é muito complexo. Se não estivermos bem embasados cometemos o risco de reforçar o que tem sido posto há séculos, outro ponto é a questão psicológica, é preciso preparação e informação para trabalhar esses temas”.

(Ana, 42 anos, escola pública)

Esmeralda

“Eu me interesso pela temática e isso me faz buscar autores que possam me ajudar a lidar com algumas situações, mas não acredito que isso aconteça sempre com todos os professores. Mas eu não me sinto preparada, apesar disso. Tanto pela questão de formação, quanto pelo preparo emocional que às vezes, precisamos oferecer aos alunos nesses momentos”.

                                                                        (Esmeralda, 23 anos, escola privada)

Rafael

“Minha primeira postura é a de verificar como pessoas de gênero e sexualidade dissidentes são tratadas pelos colegas. Quando percebo algum isolamento e outros indícios de sofrimento, procuro conversar com a pessoa e pedir autorização para falar com a coordenação e psicólogos. Com os professores, procuro discutir sobre o tratamento aos homossexuais nos conselhos de classe”.              

(Rafael, 35 anos, escola privada)

Maria

Em relação aos jovens dissidentes de gênero e sexualidade, eu reajo com acolhimento e entusiasmo por saber que hoje podemos viver em um período em que é possível se expressar nas suas mais diversas possibilidades de modos de vida na sociedade. E a escola, como sendo um espaço social de formação humanizada, é o lócus para se estimular a liberdade entre os jovens”.

(Maria, 33 anos, escola pública)

Olga

“Eu reajo com naturalidade diante de alunos gays, lésbicas ou trans. E diante da maioria das reações, de surpresa ou indiferença de alunos e alguns professores, tento fazer o possível para que estes alunos se sintam à vontade em sala de aula, uma vez que meus discursos apontam apoio e não estranheza em relação ao diferente”.

(Olga, 38 anos, escola privada)